Ano XII - Jornal N.º 24 - Junho de 2004

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Os Poetas

    Quem sou...?
     
    Um barco à deriva num mar sem fim;
    Sem rumo, sem nada nem ninguém a indicar o caminho,
    Só com o vento como amigo, a soprar a vela do destino,
    Divagando à sorte onde ela me leva
    É assim que eu me sinto neste momento:
    Um barquinho, pequeno e fraco, que nada pode fazer por si mesmo.
     
    Para onde vou? Não sei. Não tenho mais controlo em mim.
    A minha vida, não mais a consigo orientar,
    E dar-lhe um rumo está nas mãos do cruel destino.
    As escolhas que faço em nada me ajudam ou completam,
    Já não fazem sentido, já não as sei fazer, já não são minhas...
    Quem sabe o que vou fazer ou decidir a seguir? Eu não.
     
    Quem sou? O que faço aqui? São perguntas sem sentido,
    Para as quais só encontro uma resposta: Não sei!
    Já nada me faz sentido, já nada me faz feliz...
    Porque vivo? O que faço neste mundo? Porque não morro ?!!!
    Vida, que tantas rasteiras me pregas, o que queres de mim?
    Sofrimento, já é parte de mim, não me deixa viver...
     
    Identidade, onde a posso encontrar...?
    Felicidade, como a posso reaver...?
    Vida, quando voltas a mim...?
     
    É tudo uma incógnita, é tudo confuso, é tudo doloroso...
    Mas a vida dá sempre segundas chances!
    Também eu, algures, Hei-de encontrar a chance de viver, de ser feliz...
    Um dia...
     

      Daniela Catarino, 10.º A
      Menção Honrosa – Escalão A