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Ano XII - Jornal N.º 24 - Junho de 2004 |
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Visitas de Estudo
No dia 10 de Março 2004, foi realizada uma visita de estudo a Coimbra, no âmbito das disciplinas de História, Geografia e Português, em que participaram as turmas das áreas de Humanidades e Economia do ensino secundário. Na base desta visita, esteve a realização de um pedy-paper que nos auxiliou na descoberta da cidade do Mondego: suas instituições, monumentos históricos, e visita ao passado e ao presente daquela urbe.
Daquilo que vimos e da pesquisa que elaborámos, deixamos aos nossos leitores um breve roteiro de Coimbra para uma visita tão agradável quanto a nossa. Em Coimbra pontifica a Universidade e o passado dos nossos reis. O edifício onde se instala a Universidade foi paço real de Coimbra, o Paço Real da Alcáçova, antiga residência régia portuguesa, onde habitaram os nossos reis dos séculos XII e XV e os da 1ª Dinastia. Quanto ao palácio, era um núcleo residencial, constituído por estruturas de materiais precários, remontando as edificações de pedra a 1080 pelo alvazir Sesnando. Após a reconquista da cidade, em 1064, surge a capela dedicada a S. Miguel e uma aula anexa, embrião do actual palácio onde se instalou D. Afonso Henriques a partir de 1130, quando transferiu para Coimbra a capital do reino. Ali no paço tiveram lugar as Cortes de 1385 e a eleição de D. João I entronizado na capela palatina. O novo monarca ordenará obras de vulto no palácio por volta de 1395. Após 1429, o paço é cedido ao Infante D. Pedro. Após D. Afonso V, o paço sofreu um longo período de abandono. D. Manuel I põe em marcha, em 1507, um ambicioso programa de reforma, que iria prolongar-se até 1533,acrescentando um piso em todo o edifício, que irá emprestar-lhe boa parte da configuração actual e o aspecto particular que ostenta. É neste paço milenar, uma das mais fascinantes residências régias europeias, que a Universidade se aloja, por cedência de D. João III em 1537. Ali encontramos a célebre Biblioteca Joanina, a Sala dos Capelos, a Capela de S. Miguel, a Torre da Universidade e a actual faculdade de Direito de Coimbra, a tudo se tendo acesso pela Porta Férrea e por lá passamos para visitar esses locais. Foi esta a cidade que visitámos. Após a subida da Escadaria Monumental, e a visita ao Largo D. Dinis e ao Largo da faculdade de Letras, entrámos na Sé Nova da renascença construída pelos jesuítas entre 1598 e 1698. Ali se encontram maravilhosas capelas onde predomina o barroco com os seus belos altares de talha dourada e o célebre órgão de tubos. Aqui se faz cada ano a tradicional benção das pastas dos estudantes universitários. Pelo caminho que nos levou à Sé Velha, percorremos ruas estreitas, típicas da alta cidade. A Sé Velha é da época do romântico, 1162-1184. O seu claustro é do estilo gótico. No largo anexo à Sé Velha, cada ano realiza-se a monumental serenata dos estudantes durante a Queima das Fitas. Chegados á baixa, deparámo-nos com o comércio tradicional, o artesanato e com as modernas lojas de marca. Visitámos a Igreja de Santa Cruz, cuja construção do mosteiro teve início em 1131. Foi a primeira escola de estudos superiores em Portugal. Na Igreja de Santa Cruz repousam em túmulo os restos mortais do nosso primeiro rei, D. Afonso Henriques. Esta igreja foi proposta para ser considerada Panteão Nacional. Atravessada a ponte nova de Santa Clara (1954), passámos ao lado do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha e da Quinta das Lágrimas dos amores de D. Pedro e D. Inês, para escalar até ao mosteiro de Santa Clara-a-Nova. No seu interior observámos o túmulo da Rainha Santa Isabel, rainha de Portugal e Padroeira de Coimbra, cujo corpo se mantém em parte incorrupto. A visita estava a chegar ao fim e o regresso fez-se animadamente, com uma paragem estratégica no Pastor para retemperar as energias e saborear os famosos pastéis de nata. Foi uma visita agradável, rica culturalmente que nos proporcionou um óptimo conhecimento de Coimbra. A repetir! Alunos do 11.º A |
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