|
|
|
|
|
Ano XII - Jornal N.º 24 - Junho de 2004 |
Edição ON LINE |
|
Área - Escola Extensão de Saúde de Sobreira Formosa Entrámos no Centro de Saúde e metemos mãos à obra uns tiravam fotografias, outros um pouquinho envergonhados falaram com as pessoas e registavam o que estas diziam, e houve outros que falaram com a enfermeira que se encontrava no local, para perguntar o que se podia fazer mais, para ajudar aquelas pessoas que se encontravam ali, com um rosto doente. A enfermeira, D. Delfina, esta disse-nos que não era preciso fazer muita coisa para ajudar aquelas pobres pessoas, bastava fazer companhia e conversar um pouco com elas o que nos deu imenso prazer.
Achámos as pessoas muito simpáticas e também muito pacientes para nos ouvirem. Conversámos sobre várias coisas com os doentes, mas o grande tema de conversa foi o que eles achavam do Centro de Saúde, o que achavam das condições, do pessoal que lá trabalha, do responsável pelo Centro de Saúde e também se tinham alguma crítica a fazer. Todos os pacientes nos diziam quase sempre a mesma coisa: Achamos que o Centro de Saúde é muito bom para nós, porque é na nossa terra e assim não temos de nos deslocar a Proença para ir ao médico; o pessoal que trabalha aqui é boa gente e são atenciosos; o Centro tem boas condições, pelos menos para o que é serve muito bem; o Doutor Paisana é um bom médico e um bom homem, também porque tem paciência e é dedicado. Visitámos as instalações e até nos foi permitido estar no consultório médico, quando o próprio médico avaliava o estado de saúde de uma paciente. Verificámos que o que as pessoas disseram sobre o Doutor Paisana era correcto: atencioso, dedicado e muito humano. Não conseguimos falar pessoalmente com ele porque tinha imensa gente para atender e nunca se pode colocar nada à frente da saúde. Houve pessoas que também fizeram algumas críticas ao sistema de Saúde. Criticaram a forma como se faz marcações para consultas no Centro de Saúde, dizendo: há vezes em que perdemos aqui imenso tempo devido a erros de marcação. Colocámo-nos no lugar das pessoas e compreendemos que é frustrante esperar demasiado tempo, visto que temos as nossas vidas atarefadas, etc. Devemos, no entanto, compreender quem trabalha nos Centros de Saúde Pública, não erram desta maneira de propósito, são seres humanos. Gostámos muito daquele tempo que passámos no Centro de Saúde, porque não foi por motivo de doença que lá fomos e assim dêmos valor a coisas que nunca damos e adorámos falar com as pessoas, aprender com elas e dar um pouco de luz. O tempo que lá passámos, desta vez passou a correr, porque já era 12.40 quando olhámos para as horas e tivemos de ir apanhar o autocarro. André Ribeiro, Bruno Pereira, Bruno Lourenço, Duarte Dias, Tiago Mexia - 10º D. |
||