Ano XII - Jornal N.º 25 - Dezembro de 2004

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O LUGAR DA "PEDRO DA FONSECA"

Ainda os Rankings

Já pouco haverá a acrescentar sobre este assunto sobre o qual muito se tem escrito.

Qual a sua validade? Em que medida se pode avaliar/medir tanto de subjectivo e quantificá-lo de modo a fazer listagens que levem à classificação das Escolas? Que lugar resta para a avaliação das atitudes e valores que, sem dúvida devem nortear o processo educativo mas que não cabem numa grelha de avaliação dos exames (e não só!) do 12.º Ano?

Muito mais questões poderiam ainda ser levantadas mas detenhamo-nos apenas no ponto que motivou este artigo: a classificação da nossa Escola. Que considerações nos merece o lugar que ocupamos? É reconfortante, após o travo amargo das classificações do Português A, ler na Reconquista que, no ranking do nosso Distrito, A Escola Pedro da Fonseca ocupa o 1.º lugar para o jornal de Notícias e o 2.º para o Expresso, passando para o 4,º ou 5.º de acordo com os critérios do Ministério da Educação. Basta esta disparidade para podermos concluir da subjectividade do processo de avaliação e até doa rankings cuja validade não pretendo pôr em causa.

Se em anos anteriores pudemos regozijar-nos com a nossa classificação a nível nacional, tal não foi o caso este ano apesar de também não podermos considerá-la má pois o meio da tabela é ainda uma posição honrosa.

Apesar de tudo, somos uma escola de interior e, apesar de uma ex-aluna ter escrito que “estudar no interior não é ser inferior”, não podemos esquecer as limitações de tantos alunos a quem faltam tantas vezes as condições mínimas para um estudo eficaz, aliadas à desmotivação de alguns professores que se sentem desenraizados neste cantinho que este longe de lhes proporcionar as condições de que dispunham noutros meios de onde são oriundos.

Serão válidos os rankings? Terão razão de ser os exames?

Se a primeira questão pode oferecer algumas dúvidas, já o mesmo não acontece com a segunda. A avaliação externa será sempre útil, na medida em que pode estimular os alunos para um estudo mais aturado e consciencioso.

Defendendo, embora, exames elaborados com critérios mais eficazes, com professores correctores que sigam conscienciosamente os critérios definidos, ao contrário do que aconteceu na disciplina que lecciono, sou totalmente a favor dos exames e, se os rankings voltarem a ser publicados, só me resta desejar que a nossa Escola possa situar-se sempre antes do meio da tabela. Para isso trabalhamos e para tal contamos com o empenho dos nossos alunos.

Prof.ª Noémia Cardoso