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Nome Completo: Jorge Manuel
Sequeira Martins
Idade: 34 anos
Profissão: Assistente de
Administração Escolar |
Inovar
é preciso
Como surgiu a ideia de
implementar o sistema dos cartões electrónicos na escola?
A ideia surgiu devido ao contacto
estabelecido com escolas de outras zonas que nos disseram que esta
era uma forma positiva de aumentar a segurança na escola,
controlar o fluxo de dinheiro por parte dos alunos, entre outras coisas.
Quanto custou a sua instalação?
A sua instalação
rondou os 6.500 euros. Foi este preço porque
nós disponibilizamos alguns aparelhos. Não
necessitamos de contratar nenhuma firma para instalar computadores,
cabos... porque isso fazemos nós, o que tornou
este equipamento mais barato. Se tivéssemos que pagar a uma
firma que instalasse estes aparelhos, o projecto ficaria três
ou quatro vezes mais caro.
Quem financiou o projecto?
O projecto na grande maioria, cerca
de 70% foi financiado pela Câmara Municipal de Proença-a-Nova,
a quem queremos agradecer. É por isso que nos cartões
aparece o símbolo da Câmara.
Como funciona o sistema dos
cartões electrónicos?
É um sistema de gestão
integrada na área da educação que faz a
gestão controlada de toda a escola referente aos
serviços do SASE.
Engloba a parte do SASE em si:
refeitório, papelaria, quiosque, bar dos professores e bar dos
alunos, mas também a reprografia e portaria. Na portaria
controla as entradas e as saídas de alunos,
funcionários, professores e eventuais colaboradores da escola.
Os cartões são carregados no SASE, depois os alunos
utilizam-no em todos os serviços já referidos anteriormente.
Quais as vantagens deste sistema?
As vantagens basicamente são
a segurança. Segurança para os alunos, porque assim
evita que estes andem com o dinheiro na mão ou no bolso,
sujeitos a perdê-lo ou a serem roubados. A
nível de segurança externa da escola este sistema
é uma grande vantagem, valida a entrada dos alunos e sabe-se
à partida se o aluno está ou não está na
escola, porque ninguém entra ou sai sem passar o cartão
na portaria. Além disto, num futuro muito breve, vai ser
possível, com este sistema e através da Internet,
consultar as notas e as faltas no quiosque e em casa dos alunos.
Acha que os benefícios
trazidos compensam o dinheiro gasto?
Sim, efectivamente.
Quais as
implicações se houver uma falha no sistema?
Se houver uma falha no sistema,
é como a gente em casa: se faltar a luz a todos os
electrodomésticos deixam de funcionar. Aqui, no nosso caso,
estamos sempre preparados. No caso de faltar luz, recorremos a
sistemas de UPS e ao sistema antigo como já acontecia quando
faltava a luz nas máquinas registadoras. Na parte do
refeitório que também funciona com cartões, se
houver uma falha de electricidade. Recolhemos os cartões,
tiramos os números destes e assim sabemos quais os alunos que
naquele dia almoçaram na cantina podendo fazer o
descarregamento das refeições. Claro que, depois disto,
os cartões são novamente devolvidos aos alunos.
Acha que a
introdução dos cartões electrónicos
é uma medida absolutamente necessária e prioritária?
Prioritária? Depende do
ponto de vista. Necessária, ou pelo menos útil, é
de certeza. No funcionamento global da escola é uma medida
muito positiva.
Este sistema já funciona
em mais escolas do país?
Já. Neste momento com o
sistema desta empresa há cerca de setenta escolas de Norte a
Sul do país, mas com o sistema de outras empresas, há o
dobro. Provavelmente a zona de Lisboa, Litoral e Norte é onde
há mais escolas apetrechadas com este sistema. Aqui na zona,
além da nossa, creio que só as escolas do Fundão,
Covilhã e Pedrógão Grande é que aderiram
ao cartão electrónico.
Entrevista efectuado por:
Alexandra, André, João Diogo e Vanda (8º C) |