Ano XII - Jornal N.º 25 - Dezembro de 2004

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Jorge Martins

 

Nome Completo: Jorge Manuel Sequeira Martins
Idade: 34 anos
Profissão: Assistente de Administração Escolar

Inovar é preciso

Como surgiu a ideia de implementar o sistema dos cartões electrónicos na escola?
A ideia surgiu devido ao contacto estabelecido com escolas de outras zonas que nos disseram que esta era uma forma positiva de aumentar a segurança na escola, controlar o fluxo de dinheiro por parte dos alunos, entre outras coisas.

Quanto custou a sua instalação?
A sua instalação rondou os 6.500 euros. Foi este preço porque “nós” disponibilizamos alguns aparelhos. Não necessitamos de contratar nenhuma firma para instalar computadores, cabos... porque isso fazemos “nós”, o que tornou este equipamento mais barato. Se tivéssemos que pagar a uma firma que instalasse estes aparelhos, o projecto ficaria três ou quatro vezes mais caro.

Quem financiou o projecto?
O projecto na grande maioria, cerca de 70% foi financiado pela Câmara Municipal de Proença-a-Nova, a quem queremos agradecer. É por isso que nos cartões aparece o símbolo da Câmara.

Como funciona o sistema dos cartões electrónicos?
É um sistema de gestão integrada na área da educação que faz a gestão controlada de toda a escola referente aos serviços do SASE.
Engloba a parte do SASE em si: refeitório, papelaria, quiosque, bar dos professores e bar dos alunos, mas também a reprografia e portaria. Na portaria “controla” as entradas e as saídas de alunos, funcionários, professores e eventuais colaboradores da escola. Os cartões são carregados no SASE, depois os alunos utilizam-no em todos os serviços já referidos anteriormente.

Quais as vantagens deste sistema?
As vantagens basicamente são a segurança. Segurança para os alunos, porque assim evita que estes andem com o dinheiro na mão ou no bolso, sujeitos a perdê-lo ou a serem “roubados”. A nível de segurança externa da escola este sistema é uma grande vantagem, valida a entrada dos alunos e sabe-se à partida se o aluno está ou não está na escola, porque ninguém entra ou sai sem passar o cartão na portaria. Além disto, num futuro muito breve, vai ser possível, com este sistema e através da Internet, consultar as notas e as faltas no quiosque e em casa dos alunos.

Acha que os benefícios trazidos compensam o dinheiro gasto?
Sim, efectivamente.

Quais as implicações se houver uma falha no sistema?
Se houver uma falha no sistema, é como a “gente” em casa: se faltar a luz a todos os electrodomésticos deixam de funcionar. Aqui, no nosso caso, estamos sempre preparados. No caso de faltar luz, recorremos a sistemas de UPS e ao sistema antigo como já acontecia quando faltava a luz nas máquinas registadoras. Na parte do refeitório que também funciona com cartões, se houver uma falha de electricidade. Recolhemos os cartões, tiramos os números destes e assim sabemos quais os alunos que naquele dia almoçaram na cantina podendo fazer o descarregamento das refeições. Claro que, depois disto, os cartões são novamente devolvidos aos alunos.

Acha que a introdução dos cartões electrónicos é uma medida absolutamente necessária e prioritária?
Prioritária? Depende do ponto de vista. Necessária, ou pelo menos útil, é de certeza. No funcionamento global da escola é uma medida muito positiva.

Este sistema já funciona em mais escolas do país?
Já. Neste momento com o sistema desta empresa há cerca de setenta escolas de Norte a Sul do país, mas com o sistema de outras empresas, há o dobro. Provavelmente a zona de Lisboa, Litoral e Norte é onde há mais escolas apetrechadas com este sistema. Aqui na zona, além da nossa, creio que só as escolas do Fundão, Covilhã e Pedrógão Grande é que aderiram “ao cartão electrónico”.

Entrevista efectuado por: Alexandra, André, João Diogo e Vanda (8º C)