Ano XII - Jornal N.º 25 - Dezembro de 2004

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Alunos da "Pedro da Fonseca" construtores de futuro

Pedro Farinha

 
Nome completo: Pedro Miguel Catarino Farinha
Idade: 20 anos
Curso: Licenciatura em Engenharia Civil
Faculdade: Faculdade de Ciências e Tecnologias
Universidade: Universidade Nova de Lisboa

Quais as principais diferenças entre a escola e a faculdade?
A diferença mais marcante é a responsabilidade, porque as disciplinas exigem mais trabalho, mais estudo, menos tempos livres. Os professores tentam distanciar-se, não são tão próximos como os da escola, ensinam as matérias e não mantêm diálogo com os alunos. Os horários são mais ou menos iguais; temos aulas de hora e meia como na escola, mas somos nós que os fazemos e ficam como cada qual gosta. Em termos de organização, a faculdade é diferente da escola; são mais alunos, mais professores, mais funcionários, muitos cursos diferentes, muitos departamentos e há uma organização mais complexa.

Como foi a tua integração?
Ao início custou um bocadinho, mas em geral foi boa. A universidade é no Monte da Caparica, perto de Almada e da Costa da Caparica, onde passei férias durante muitos anos e tenho uma casa. Já conhecia a zona e a universidade e estes factores influenciaram a minha boa integração.

Foste muito praxado?
Não fui praticamente nada praxado. Não me procuraram muito. Tive sorte, talvez pelo aspecto físico ou qualquer outra coisa.

O que pensas das praxes?
Eu sou a favor, até certo ponto. É uma forma muito gira de se fazerem amigos, de entrar no ambiente daquilo que é a faculdade mas até determinado ponto porque, como é do conhecimento de todos nós, por vezes há abusos e a partir daí já sou completamente contra as praxes. Mas no geral sou a favor porque acho que é uma forma de fazer os nossos primeiros amigos na faculdade e talvez os melhores até ao fim da vida.

Como é estar longe da família?
Eu por acaso não estou muito longe da família. Durante a semana estou longe dos meus pais e do meu irmão, que estão em Proença, mas aos fins-de-semana faço os possíveis para os visitar. Quando não posso, fico em Lisboa em casa de tios e primos e, se precisar de alguma coisa, eles estão lá para me ajudar.

Porque escolheste esta engenharia?
Porque gosto. Acho que é algo importante e que vai fazer falta em todo o tempo, porque vamos precisar sempre de novas estradas, de novas pontes e de renovar as habitações. As casas que hoje são novas daqui a 20, 30 anos estão velhas. Nessa altura já estarei a trabalhar, se Deus quiser, e é preciso construir outras, com novas tecnologias, novas condições e tudo de melhor que houver na altura.

Quais as perspectivas que este curso te dá para o mercado de trabalho?
Pelo conhecimento que eu tenho, por enquanto ainda são bastante boas. Existem muitas obras em curso: edifícios, vias de comunicação... As pessoas que eu conheço e que estão ligadas a este ramo, assim como os colegas mais velhos que já estão a terminar o curso e que já têm alguns contactos, também confirmam que as perspectivas de ter um trabalho seguro para o futuro são boas.

Tens muitos tempos livres?
Tenho alguns, os suficientes, porque, como já referi, sou eu que faço o meu horário. Faço os possíveis para começar as aulas cedinho e normalmente acabo as aulas cedo e o resto do tempo fica para fazer o que preciso.

Como os ocupas?
Trato das coisas da faculdade, das coisas que eu preciso de tratar, às vezes passear, centro comercial, cinema. Como moro na Costa da Caparica vou à praia no Verão jogar à bola, tomar um banho. Vou a Lisboa quando preciso de comprar um livro ou qualquer coisa. E é assim que eu ocupo os meus tempos livres.

Obrigado pela tua disponibilidade. Oxalá construas muitas “pontes de futuro”, para o futuro.

Entrevista efectuada por: Catarina Martins, Fábio Silva, Maria Dias e Pedro Miguel (8º C)