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Alunos da
"Pedro da Fonseca" construtores de futuro
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Nome completo: Pedro Miguel
Catarino Farinha
Idade: 20 anos
Curso: Licenciatura em
Engenharia Civil
Faculdade: Faculdade de
Ciências e Tecnologias
Universidade: Universidade Nova
de Lisboa |
Quais as principais
diferenças entre a escola e a faculdade?
A diferença mais marcante
é a responsabilidade, porque as disciplinas exigem mais
trabalho, mais estudo, menos tempos livres. Os professores tentam
distanciar-se, não são tão próximos como
os da escola, ensinam as matérias e não mantêm
diálogo com os alunos. Os horários são mais ou
menos iguais; temos aulas de hora e meia como na escola, mas somos
nós que os fazemos e ficam como cada qual gosta. Em termos de
organização, a faculdade é diferente da escola;
são mais alunos, mais professores, mais funcionários,
muitos cursos diferentes, muitos departamentos e há uma
organização mais complexa.
Como foi a tua integração?
Ao início custou um
bocadinho, mas em geral foi boa. A universidade é no Monte da
Caparica, perto de Almada e da Costa da Caparica, onde passei
férias durante muitos anos e tenho uma casa. Já
conhecia a zona e a universidade e estes factores influenciaram a
minha boa integração.
Foste muito praxado?
Não fui praticamente nada
praxado. Não me procuraram muito. Tive sorte, talvez pelo
aspecto físico ou qualquer outra coisa.
O que pensas das praxes?
Eu sou a favor, até certo
ponto. É uma forma muito gira de se fazerem amigos, de entrar
no ambiente daquilo que é a faculdade mas até
determinado ponto porque, como é do conhecimento de todos
nós, por vezes há abusos e a partir daí já
sou completamente contra as praxes. Mas no geral sou a favor porque
acho que é uma forma de fazer os nossos primeiros amigos na
faculdade e talvez os melhores até ao fim da vida.
Como é estar longe da família?
Eu por acaso não estou muito
longe da família. Durante a semana estou longe dos meus pais e
do meu irmão, que estão em Proença, mas aos
fins-de-semana faço os possíveis para os visitar.
Quando não posso, fico em Lisboa em casa de tios e primos e,
se precisar de alguma coisa, eles estão lá para me ajudar.
Porque escolheste esta engenharia?
Porque gosto. Acho que é
algo importante e que vai fazer falta em todo o tempo, porque vamos
precisar sempre de novas estradas, de novas pontes e de renovar as
habitações. As casas que hoje são novas daqui a
20, 30 anos estão velhas. Nessa altura já estarei a
trabalhar, se Deus quiser, e é preciso construir outras, com
novas tecnologias, novas condições e tudo de melhor que
houver na altura.
Quais as perspectivas que este
curso te dá para o mercado de trabalho?
Pelo conhecimento que eu tenho, por
enquanto ainda são bastante boas. Existem muitas obras em
curso: edifícios, vias de comunicação... As
pessoas que eu conheço e que estão ligadas a este ramo,
assim como os colegas mais velhos que já estão a
terminar o curso e que já têm alguns contactos,
também confirmam que as perspectivas de ter um trabalho seguro
para o futuro são boas.
Tens muitos tempos livres?
Tenho alguns, os suficientes,
porque, como já referi, sou eu que faço o meu
horário. Faço os possíveis para começar
as aulas cedinho e normalmente acabo as aulas cedo e o resto do tempo
fica para fazer o que preciso.
Como os ocupas?
Trato das coisas da faculdade, das
coisas que eu preciso de tratar, às vezes passear, centro
comercial, cinema. Como moro na Costa da Caparica vou à praia
no Verão jogar à bola, tomar um banho. Vou a Lisboa
quando preciso de comprar um livro ou qualquer coisa. E é
assim que eu ocupo os meus tempos livres.
Obrigado pela tua disponibilidade.
Oxalá construas muitas pontes de futuro, para o futuro.
Entrevista efectuada por: Catarina
Martins, Fábio Silva, Maria Dias e Pedro Miguel (8º C) |