Ano XI - Jornal N.º 20 - Maio de 2002

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Visitas de Estudo

Serra D ´Aire e Candeeiros
22 de Fevereiro de 2002

Os alunos do 7º. ano das turmas D, E e alguns da B da Escola E. B. 2, 3/S Pedro da Fonseca de Proença-a-Nova, acompanhados por sete professores, realizaram esta visita de estudo, no dia 22 de Fevereiro de 2002. Era uma sexta-feira, véspera do fim-de-semana, e o dia estava maravilhoso. O objectivo da viagem era conhecer uma gruta recentemente descoberta, a gruta “Algar do Pena”, e observar rochas calcárias.

Já passava das 7:30 quando saímos de Proença num autocarro da Rodoviária, totalmente cheio, e passámos pela Sertã e Vila de Rei, entrando no IP6, no fim do qual parámos para tomar alguns alimentos.


Vista parcial da Serra D´Aire, à chegada

De seguida, fizemos outra paragem em Monsanto (Alcanena) para receber o guia, o sr. Samuel, que nos acompanharia durante toda a viagem com simpatia, naturalidade e competência. Subimos a serra por um caminho de terra batida e esburacado, chegando ao destino pelas dez horas.

A primeira impressão da serra foi de suavidade porque as encostas de cor verde-escura estavam cobertas de vegetação rasteira, composta de carvalheiras, tojos, carrasqueiras, alecrim, e eram pouco inclinadas. Nesta paisagem avistavam-se algumas pedreiras grandes e esbranquiçadas.

Alunos e professores foram distribuídos por 4 grupos com respectivas actividades: um jogo parecido com o “Jogo da Glória” sobre matérias das Ciências Naturais; o jogo da pista em que tínhamos de responder a perguntas para descobrir o caminho até ao “Algar das Gralhas”; a observação de um vídeo sobre os animais da serra e as actividades agrícolas e industriais da zona; e a descida à gruta. Estas actividades foram realizadas alternadamente pelos grupos, pois só um grupo de 12 a 15 pessoas podia entrar na gruta de cada vez a fim de não lhe causar prejuízos e as pessoas estarem seguras.


Dentro da Gruta do Pena

A actividade mais interessante foi a visita à gruta, que tem a sala maior de Portugal. Para isso tivemos de pôr um capacete com lanterna e auscultadores para ouvir as orientações e explicações sobre a origem e a formação deste fenómeno natural. Descemos de elevador e ficámos a saber que a gruta foi formada há milhões de anos pelas águas da superfície que, juntamente com o dióxido de carbono das plantas, se infiltraram e desgastaram a rocha calcária.

Depois destas actividades, iniciámos o regresso, parando também para visitar outro fenómeno natural, o desaparecimento e reaparecimento da Ribeira dos Amiais. Foi uma caminhada por carreiros da mata até chegarmos aos “Olhos de Água”, uma das nascentes do rio Alviela, que abastece Lisboa desde os fins do século XIX.

Voltámos ao autocarro, onde alguns tiraram dúvidas com o sr. Samuel, até nos despedirmos dele em Monsanto, seguindo o mesmo caminho da ida. Vínhamos contentes, parecendo o autocarro uma discoteca, mas com pena de o dia estar a acabar. Chegámos a Proença-a-Nova por volta das 8 horas, onde nos esperavam os nossos pais.


Nos Olhos d´Água do Alviela, ouvindo o Sr. Samuel

Eis algumas opiniões de colegas do 7º. D sobre a visita de estudo:

“Gostei da visita e espero que haja mais como esta.” (Célia Martins)

“Gostei de algumas coisas como conhecer a gruta, ver os ‘Olhos de Água’. Não gostei do vídeo nem dos jogos.” (Ricardo José)

“Gostei de algumas partes e de outras não. Devíamos ter explorado mais a mata. Só gostei dos jogos e de visitar a gruta.” (José Ventura)

“Aprendi várias coisas sobre grutas.” (Alexandre e Jorge Emanuel)

“Apreciei muito esta viagem porque aprendemos coisas novas e também nos divertimos com os jogos.” (Bruno Torres)

“Adorámos esta viagem pois nunca tínhamos visto uma gruta tão impressionante. A natureza faz coisas que pouca gente é capaz de explicar. Foi uma experiência incrível e, como nós jovens dizemos, ‘fixe’, ‘cool’. (Andreia e Liliana)

(Texto colectivo da turma D, elaborado na aula com apoio do professor)