Ano XI - Jornal N.º 20 - Maio de 2002

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Sonetos à moda de Quental

O Paraíso Perdido

          Sonho que sou uma ave esplendorosa
          Por céus, por mares, pelo mundo adormecido.
          Livre como nunca, busco, esperançosa,
          Um paraíso há muito esquecido.
           
          Já perdida, ferida e cansada,
          Sem conseguir lutar contra o vento,
          Eis que avisto a terra procurada,
          Tão bela e já perdida no tempo.
           
          Descendo veloz a pique, brado:
          “O paraíso perdido foi encontrado!”
          Mas caio no chão gemendo repetidos ais.
           
          Abro os olhos devagar
          Para logo confirmar:
          Foi um sonho... E nada mais!

                Daniela Catarino, 8º. A