Ano XI - Jornal N.º 20 - Maio de 2002

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Cantinho dos Escritores

Perfeita Harmonia

Viver numa casa reconstruída com um grande pátio empedrado com lajes e implantada num extenso e cuidado jardim seria para mim um perfeita harmonia entre o meu conforto e a Natureza.

Abundariam desde majestosas árvores às singelas flores: lírios brancos, amores-perfeitos, glicínias, malmequeres, violetas,... Não faltaria a hera que cobriria os velhos muros do pátio exterior, fazendo lembrar a casa rústica dos meus avós e o meu tempo de criança.

Para completar o aspecto extenso existiria também uma fonte de água corrente e límpida, que correria por entre seixos brancos e pedras redondas, matando a sede aos pássaros que por ali esvoaçavam em plena liberdade e dando frescura ao meu jardim.

Por entre as árvores existiriam bancos de madeira pintados, onde qualquer visita poderia usufruir de bons e calmos momentos de leitura ou simplesmente meditar.

No interior da casa, a sala de jantar, de grande área, decorada com móveis rústicos e simples, iluminada por janelas e portas envidraçadas que conduziriam ao jardim, vincando a beleza do verde natural, salpicando pelas cores grande variedade de pétalas. A mesa de madeira seria enorme e ao centro colocaria um arranjo de flores secas e naturais, com muitas espigas de trigo, o Pão!

O meu quarto teria uma vista privilegiada sobre o jardim, favorecendo o descanso nocturno. Os tons claros na sua decoração e o uso da madeira clara estariam em plena harmonia comigo e com o mundo clássico, sem stress.

Nos quartos de banho pintaria cenas da vida campestre ou da Natureza: uma rama de videira a trepar uma coluna, conchas do mar,...

Enfim, uma casa simples onde a paz interior corresse tal como o ribeirinho até ao mundo lá fora e as suas margens férteis de alegria e amor fizessem florescer novas vidas que aprendem a montar um cavalo branco, a Paz, e a fazer poemas cheios de onomatopeias heróicas.

Alexandra Costa, 7º C