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Ano XI - Jornal N.º 20 - Maio de 2002 |
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Actualidades
Jornadas
Pedagógicas do Pinhal / 2002 Conclusões
Na sessão de abertura foi unanimemente reconhecido pelos três oradores participantes que algo tem ido menos bem na Educação em Portugal como a violência e a indisciplina na escola, os resultados escolares insatisfatórios, pelo que é preciso repensar a Escola para que dê as respostas esperadas e satisfatórias das necessidades da sociedade actual e globalizada, e prepare para o futuro e para o mundo exterior. As mutações sociais e o rigor, a exigência e a informação presentes na sociedade actual pressionaram para repensar o Currículo, tendo-se debatido os efeitos da massificação escolar associados ao fenómeno da globalização e às novas questões como multiculturalidade, a diversidade e as novas teorias e práticas pedagógicas. Para isso será necessário considerar a globalização e a dimensão local tanto na organização da Escola como no Currículo. Tendo em conta a temática proposta, oradores e participantes apoiaram a necessidade de mudança de mentalidades em ordem à construção da coesão social para a qual o Homem deve ser capaz de aprendizagem constante. Mais, defendeu-se uma maior ligação escola/meio/família/sociedade assente no paradigma da Escola Comunidade Educativa com Projecto com desenvolvimento de parcerias. Passou-se à construção de uma escola para o século XXI, entendida como escola-oficina de humanidade, centrada na pessoa do aluno-indivíduo-cidadão, promotora da descoberta e construção de si, da identidade pessoal e da memória colectiva, estimulante da convivência social e da cidadania, fundada em valores de vida, orientada pela ética numa sociedade de informação e comunicação por vezes homogeneizada e na perspectiva de novas desigualdades sociais. Assim, é imperativo redescobrir a escola dos valores, das competências e do conhecimento; é imprescindível repensar o Currículo em ordem à transferência de saberes e produção de conhecimentos, isto é, currícula assentes no conhecimento científico e nas tecnologias de informação e comunicação. Então, esta escola do futuro será elemento de mudança cultural, numa sociedade de cidadania universal, com sentido de nacionalidade e característica local. Para tal, considere-se a Escola como espaço privilegiado, desenvolvam-se políticas educativas centradas na escola e na territorialização educativa, em processo educativo centrado no professor como construtor, gestor, organizador e executor do currículo, apoiado no Projecto Educativo da Escola operacionalizado quer por outros projectos curriculares quer pelo da turma. Que a Escola ultrapasse o currículo formal abrindo-se às famílias e comunidade. Entretanto, em educação, há que contar com a lentidão do processo de mudança de mentalidades. Nesta escola do presente-futuro, os professores têm novas responsabilidades como modelos dos alunos, contribuindo para o desenvolvimento de uma relação de partilha, de co-responsabilidades, de colaboração, pelo que se apela à dedicação, formação e sacrifício, a fim de contribuir para a verdadeira inovação pedagógica pela elevação dos saberes, na promoção da aprendizagem e aquisição/desenvolvimento de competências pela diversidade de alunos em ordem a uma Escola para a vida. 1 de Março de 2002. (Resumo das conclusões apresentadas pelo Prof. Alfredo Bernardo Serra, Director do Centro de Formação do Pinhal, na sessão de encerramento das Jornadas P. do Pinhal/2002. Destacados da R.) |
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