Ano X - Jornal N.º 18 - Maio de 2001 - Edição ON LINE

Editorial

Este número especial da Palmatória, destinado a comemorar os 25 anos da nossa Escola é, também ele, merecedor de Parabéns pelos seus 10 anos de existência pois em Maio de 1991 saía a primeira edição deste jornal. Se nem sempre ele tem saído com a regularidade que desejaríamos, ele aí está vivo e esperamos que cada vez com maior vitalidade.

25 anos! Inevitável um olhar retrospectivo sobre aquele 1976 em que vimos esta escola ensaiando os primeiros passos qual criança avançando, ainda insegura, para a aventura do futuro. Como em todos os acontecimentos marcantes, houve muitas dúvidas, muitas reticências, muitas vozes a favor, muitas contra.

Não é meu intuito fazer balanço, até porque tal é objectiva-mente impossível nestes domínios. Nem sequer as pautas são dados fiáveis para avaliar uma escola, quanto mais todas as outras dimensões que entram na formação de um aluno, de uma turma, de uma geração, de várias gerações.

Há momentos de desânimo, de sentimento de fracasso, quase frustração quando não conseguimos atingir tantos dos objectivos, dos sonhos arquitectados no início de cada ano escolar. Parece-nos por vezes que os alunos são de cada vez mais difícil motivação, nesta sociedade simultaneamente facilitadora e exigente, com tantas solicitações para actividades mais agradáveis que o estudo, neste mundo consumista em que tudo aparece (se compra!) já feito, em que o dinheiro parece tudo proporcionar e o esforço parece muitas vezes pouco compensatório.

Contudo, é gratificante para nós, professores, chegar ao fim de cada ano lectivo e olhar as pautas de avaliação e sobretudo de colocações no Ensino Superior e verificar que algo se fez, que bastante se colheu. Mas mais gratificante ainda é, à medida que os anos vão passando, encontrarmos os nossos antigos alunos exprimindo sentimentos de saudade e gratidão por esta Escola que os ajudou a crescer, que os preparou para entrarem sem complexos de inferioridade num mundo mais complexo de exigência e competitividade. É para nós motivo de orgulho ver que muitos deles conseguem afirmar-se nos ramos em que ingressaram e sentir que uma grande maioria continua a nortear-se pelos valores que aqui foram transmitidos.