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Da minha janela
Olho pela janela e penso no destino;
No que ele me trouxe no passado:
Alegrias, angústias,
diversão ou tristeza,
Amores não correspondidos e
amigos leais;
Sonhos murcham enquanto
cresço, perdida a esperança.
Em cada estrela tento imaginar o futuro.
O que ele me reservará,
é a grande dúvida.
A universidade, trabalho, amigos, rapazes...
Em que fase da minha vida se
encaixarão
E que surpresas, boas ou más,
me trarão?
É perdida nestes pensamentos
que, de repente,
Olho para a televisão e
deixo de me importar comigo.
A guerra que se pode ver em todo o
lado,
Mostra-se tão claramente ao
mundo, pela imprensa.
Sem dó nem piedade, só
com a maldade bem explícita.
Será assim o destino da
Humanidade,
Que traz tanto ao de cima, a toda a
hora,
Os podres de todos
nós, feitos de carne e osso
Mas com sentimentos tão
escondidos para o bem,
E de porta bem aberta para o mal?
As mulheres, crianças e
homens que presenciam
Todos os dias mostras dessa maldade
da humanidade,
Estarão revoltados ou
aceitarão tudo isto?...
Então compreendo que toda a
gente, mesmo demonstrando o contrário,
Deseja viver em harmonia, consigo
mesmo e com o mundo.
E é confortada com esse
sentimento que volto a olhar o céu,
E me deparo com estrelas e
constelações diferentes de há pouco.
Porque o mundo é assim,
sempre em mudança, e eu,
Nas dificuldades na minha vida,
tento acreditar que tudo pode melhorar.
Para mim e para a humanidade, a paz
há-de chegar.
Quem sabe até, bem depressa...
3º Prémio,
Escalão B |