Ano XII - Jornal N.º 22 - Junho de 2003

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      Camões, o Maior

      Camões,
      Astro cintilante
      Da Lusa Constelação,
      Génio, sem igual,
      Que cultivaste as rimas
      Do Lirismo tradicional
      E que abriste o caminho
      À novidade renascentista
      Que rasgou o Mundo.
       
      Ó imortal Camões,
      Clássico na perfeição
      E nas regras rígidas
      Da poesia que aqui evoco:
      Descreveste a Natureza
      Com matizes tão coloridos
      E, por vezes,
      Com pinceladas tão sofridas;
      Retrataste a mulher ideal,
      Divinizada, sedutora,
      Geradora de tanto sofrimento
      E de muita dor;
      Viveste o sentimento amoroso
      Com tal loucura e paixão,
      Que o amor sempre te foi danoso;
      Apontaste a mudança imparável
      Das coisas do Mundo e do Homem.
      Reflectiste valores!
      Sentiste angústias!
      Recusaste tantas coisas!
      Mas, com honestidade,
      Confessaste que os “erros” teus
      Te impediram de alcançar a felicidade
      Que sempre perseguiste.
       
      Modesta homenagem te presto,
      Ò poeta eternal,
      Estimulando os novos rebentos
      Da espessa floresta Lusitana,
      Dizendo-lhes que, entre os melhores,
      És O MAIOR, O PRINCIPAL.
       

          J. Francisco