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Camões, o Maior
Camões,
Astro cintilante
Da Lusa Constelação,
Génio, sem igual,
Que cultivaste as rimas
Do Lirismo tradicional
E que abriste o caminho
À novidade renascentista
Que rasgou o Mundo.
Ó imortal Camões,
Clássico na perfeição
E nas regras rígidas
Da poesia que aqui evoco:
Descreveste a Natureza
Com matizes tão coloridos
E, por vezes,
Com pinceladas tão sofridas;
Retrataste a mulher ideal,
Divinizada, sedutora,
Geradora de tanto sofrimento
E de muita dor;
Viveste o sentimento amoroso
Com tal loucura e paixão,
Que o amor sempre te foi danoso;
Apontaste a mudança imparável
Das coisas do Mundo e do Homem.
Reflectiste valores!
Sentiste angústias!
Recusaste tantas coisas!
Mas, com honestidade,
Confessaste que os erros
teus
Te impediram de alcançar a felicidade
Que sempre perseguiste.
Modesta homenagem te presto,
Ò poeta eternal,
Estimulando os novos rebentos
Da espessa floresta Lusitana,
Dizendo-lhes que, entre os melhores,
És O MAIOR, O PRINCIPAL.
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