Ano XII - Jornal N.º 22 - Junho de 2003

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Latim
"Hodie et Semper"

Salve!!

Grosso modo, quando se fala de Latim, a opinião que ouvimos é a velha história de sempre: “Para quê Latim?, afinal “isso” não passa de uma língua inutilizada ou mesmo “morta”, que há já muito caíu no esquecimento....

Estais pois redondamente enganados!!!|

O Latim é ainda e continuará a ser uma língua bem viva e na qual deveríamos deter o nosso mais profundo estudo, já que constitui a língua mãe do português e nos legou parte de um infindável número de vocábulos, que por ignorância!!!, nem sequer se faz a mínima ideia de onde emanam.

Talvez se debata hoje a implementação ou não do Latim como disciplina obrigatória no sistema educativo português. É certo que não é uma língua que se fale activamente. Contudo, ela é muito mais que isso. É o trampolim para uma melhor compreensão do próprio português, mas também do italiano, espanhol, inglês, alemão, etc..

Se se fizer um flashback no tempo, constatávamos que o latim era ainda um imperativo nas celebrações eucarísticas. Decerto que muitos ainda o recordam.

Apesar de todos os entraves que se vêm colocando no enraízamento da língua latina, esta mostra-se cada vez mais aberta e acessível às sociedades mecanizadas do nosso tempo. Embora pareça uma língua à primeira vista complexa, não é assim “um bicho de sete cabeças”, se bem que se trate da “matemática das letras” exigindo um pouco de capacidade de raciocínio e paciência.

Quantas vezes nos deparamos com um número interminável de expressões como: falta de quorvm (que significa falta de membros numa assembleia para que se realize uma reunião); rendimentos per capita (rendimentos por cabeça); in loco (no local); DOMVS IVSTITIAE (Casa da Justiça/Tribunal); nomes de cidades como por exemplo: Bracara Augusta (Braga), Pax Iulia (Beja), Olissipo (Lisboa), etc., para já não falar nos nossos bem conhecidos produtos do mercado diário: a revista Lux, o gelado Magnum, a água Vitalis, entre outros.

Aqui ficou apenas o levantar do véu do universo do Latim e das muitas outras maravilhas que ele tem para dar. Lembremos ainda o património riquíssimo que os romanos nos deixaram, até bem perto de nós, aos colossais monumentos, teatros ou o rasto precioso da sua Filosofia, Direito, enfim a sua vasta cultura que ainda hoje perdura intensamente...

Depois destas longas exortações, se ainda não se ficou saciado da imensidão do que de facto é o Latim e para aqueles que estão indecisos, o Latim é aquela disciplina fulcral para “triunfar” em todas as áreas.

Vale!...

...E quem não sabe Latim, fica assim......!!

Inês Simões Farinha, alumna latini