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Ano X - Jornal N.º 19 - Dezembro de 2001 |
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Os nossos Poetas Serenidade Gosto bastante do campo e sempre que posso evito a vila onde moro. Uma vila ou uma cidade parecem um labirinto de cubos e prismas aglomerados que por mais que andemos ou nos viremos, à esquerda ou à direita, vemos tudo igual. Os cheiros são nauseabundos, o fumo penetra nos pulmões e provoca uma sensação de prisão, claustrofobia. O campo é o lado oposto da cidade, o campo é paz, serenidade. O chão que pisamos verde e homogéneo é como o saltitar em nuvens verdes de algodão, o suave canto das águas a correr no riacho e o cantar dos passarinhos faz-me lembrar as notas melódicas e afinadas dos anjos cantando. Sento-me a desfrutar os encantos que a Natureza abraça, como o vento que passa e abraça os meus cabelos. É esse vento suave, morno e doce que me chama a tomar um banho nas quentes águas de um ribeiro. Ao entrar na água, sinto uma sensação de leveza e ao nadar, parece que sou uma ave esvoaçando, planando com ar que me acaricia suavemente. Ah! Como esta paz me enlouquece, me faz vibrar e acreditar que só posso estar no paraíso e não no mundo terreno. Carla Ribeiro - 12ºA |
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