Ano X - Jornal N.º 19 - Dezembro de 2001

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Editorial

Algo de mágico parece acompanhar a chegada do novo ano. As ruas estão esplêndidas com os seus enfeites de Natal, nas janelas cintilam luzes de mil cores e nos nossos ouvidos pairam ainda os acordes das canções natalícias.

Paro um pouco, abro o jornal, escuto a rádio, vejo a televisão, e não consigo alhear-me do mundo que me rodeia: tanta fome, tanta guerra, tanta insegurança, tantos jovens desnorteados, tantos lares destruídos pelo vício, pela falta de amor, tantas crianças abandonadas,

Mas 2002 anuncia-se como um ano excepcional, pois só daqui a 110 anos

teremos nova capicua, e a chegada de um novo ano é sempre um momento especial, o momento de acalentar tantos sonhos, tantas esperanças, de renovar tantos propósitos...

Por isso, neste momento de viragem, eu quero esquecer o que se passa à minha volta e ver uma sociedade nova a construir um mundo novo.

Quero ver a Paz reinar em todos os cantos da Terra porque cada um de nós vai construí-la.

A segurança vai voltar às ruas das cidades e nos campos ninguém mais terá receio de se deslocar pelos locais ermos, pois cada um vai aprender a respeitar o seu próximo e ninguém cobiçará as coisas alheias.

O desemprego vai terminar, os trabalhadores vão receber o justo salário e os empresários vão aplicar os lucros na criação de novos empregos.

Os marginalizados, os sem abrigo encontrarão a sua dignidade, o seu caminho, o seu lar.

Não haverá mais crianças abandonadas, pois todas serão envolvidas pelo amor dos pais.

Das próximas eleições sairá o Governo que conduzirá Portugal à estabilidade, ao desenvolvimento e à prosperidade.

Com a Reforma Curricular teremos uma nova Escola onde reinará a disciplina, o empenhamento e o interesse, de modo a não voltarmos a envergonhar-nos de ver Portugal nos primeiros lugares quando se fala de literacia ou de falta de conhecimentos.

Sonho? Utopia?

É preciso sonhar! “O sonho comanda a vida e sempre que o homem sonha o mundo pula e avança.

Contudo, não basta o sonho. È necessário o esforço, o empenhamento de cada um na construção deste mundo que certamente todos sonhamos.