Ano X - Jornal N.º 19 - Dezembro de 2001

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Os nossos Poetas

     

      Apressada, a andar continuava,
      Com a luz gelada no olhar,
      Sentindo a dor que me perseguia.
      E, aos poucos, a perturbar!
       
      Sem rumo e sem direcção.
      Talvez, simplesmente, a fugir de mim,
      Pois a reles e miserável prisão,
      (Não importava o meu rumo) Não tinha fim!
       
      Via a cada canto um triste olhar.
      A cada olhar um miserável mundo.
      A indiferença difícil de suportar.
      De quem não caminha olhando o futuro!
       
      Sentindo a minha alma a dissolver.
      Pensava nos olhares cortantes,
      Do mundo! Um grande temer.
      Onde não vencem errantes!

      Juliana Henriques - 12º C