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Ano X - Jornal N.º 19 - Dezembro de 2001 |
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Outros Temas A já habitual presença de um amigo... Meus caros amigos Em primeiro lugar quero dar um abraço muito forte de amizade a toda a comunidade escolar. Nos últimos quinze dias do mês de Julho e primeiras três semanas de Agosto próximos passados estive de férias em Portugal. Entretanto chegava à Guiné-Bissau o jornal comemorativo dos vinte e cinco anos do Ensino Oficial na nossa terra, que só li depois do meu regresso. Fi-lo com muita atenção e verifiquei o empenhamento que é necessário para o realizar com a qualidade que tem. De entre os jornais escolares que conheço é, para mim, o de mais qualidade. Há mesmo poetas com muito talento. O talento tem alguma coisa de inato mas com trabalho podemos sempre aperfeiçoá-lo .Assim o talento da escrita crescerá tanto quanto fizermos uso dessa forma de arte e expressão quer em prosa quer em verso. Soube, através do professor Daniel Catarino Bernardo Fernandes, que o produto da venda do jornal reverteu a favor da Missão de que sou responsável aqui na Guiné-Bissau e que rendeu a quantia de 125.000$00 que me foi entregue. A todos vós que, de uma forma ou de outra colaborastes para conseguir essa quantia, o meu muito obrigado em nome de todos os beneficiados. A vossa ajuda é preciosa. Vai permitir-nos sentar vinte alunos que agora têm que trazer o banco de casa, uns do turno da manhã e outros do turno da tarde o que perfaz o total de quarenta beneficiados Se conseguirmos, como é nosso desejo, fazer funcionar a escola à noite o número de beneficiados subirá para sessenta. Como vedes, com a contribuição de todos, que às vezes parece modesta, podemos dar solução a muitas situações problemáticas. Mais uma vez o meu muito obrigado. Para terminar queria recordar-vos que nestas paragens o que mais falta são braços para ajudar na evangelização e na promoção humana. Muitas vezes não sabemos o que havemos de fazer da nossa vida porque não escutamos dentro de nós os impulsos que foram semeados por Alguém que pensou em nós desde sempre. Quando era jovem como vós e frequentava o Externato Diocesano, pensava ter um dia um bom emprego, ter dinheiro e, então, teria o mundo a meus pés. Depressa me dei conta que era preciso ir mais além. Quem olha só para si nunca conseguirá ver o Sol que desponta todos os dias no horizonte e dá luz e cor a todos as coisas. É preciso levantar o olhar e ver o horizonte atrás do qual está outro mundo que importa conhecer para o amar e servir. Só os escravos carregados com as cadeias da sua escravidão não levantam o olhar. Não sejais escravos de vós próprios. Olhai para dentro de vós para sentir a voz que aí clama e levantai o olhar porque o mundo espera por vós para lhe levardes a alegria e o entusiasmo da vossa juventude. Se vos perguntarem se quereis ser felizes, tenho a certeza de que todos direis que sim. Se vos perguntarem o que precisais para serdes felizes, talvez procureis muitas respostas. Aqueles que verdadeiramente mudaram o mundo, e que hoje são recordados como pessoas de bem, dizem que encontraram a felicidade no dia em que decidiram viver para fazer os outros mais felizes. Todos conhecemos o nome de alguns. Sede jovens! Verdadeiros, sinceros, generosos, inconformistas, tolerantes e adultos de boa vontade. Um abraço de amizade, P.e Joaquim Pereira |
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