Ano X - Jornal N.º 19 - Dezembro de 2001

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Os Nossos Escritores

Aí as galinhas

Era Outono. Estávamos numa cidade chamada Galinhapintagulha. Tudo era estranho. Um estranho exemplo eram os partidos. Havia um partido (o único) que se chamava M.T. (Maluquinhos de Todo).

Ia o Afonso a passar no passeio rodante da Vigésima Segunda Circular, quando lhe caiu uma camisola em cima. Olhou para o lado... lembrou-se finalmente que era Outono. A rua estava coberta de roupa, como era normal naquela cidade. Continuou o seu percurso até à Escola dos Básicos e Secundários Harry

Porta (Tão burro como uma porta) de Galinhapintagulha. Essa era um pequeníssimo edifício parecido a uma casa de banho pública.

Quando acabou a escola, o Afonso teve de esperar pelo pai, que se atrasou por ter ido às bombas de cerveja atestar o depósito do carro. Quando chegou a casa estavam os seus dois melhores amigos, o Duarte e o Gonçalo, os primos da Sara (Raquel), ansiosos para lhe contar a notícia fabulástica que traziam – havia mais uma corrida ao tesouro. (Não sabemos qual era o entusiasmo deles, pois as corridas ao tesouro faziam-se dia sim dia não e eles tinham participado em todos desde que foram para a Escola Primária pela qual já tinham passado). Esta começava dia 31 de Fevereiro (no dia seguinte).

Seguiram o mapa que lhes deram, a partir do qual chegaram a um campo de futebol. A arca do tesouro estava numa das quatro balizas e quando a abriram saíram de lá umas 200 galinhas. No fundo da arca havia cabelos de mais ou menos um metro e penas. E, quando o Afonso olhou para o campo, estavam o Gonçalo, o Duarte e as galinhas a depenicarem a relva do estádio.

Ana Ribeiro; André Moreira; Daniela Filipa; João Miguel (7ºE)