Ano XI - Jornal N.º 21 - Dezembro de 2002

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Os Poetas

Natal...?

Paz, Amor e Alegria.

Se fosse feito um inquérito, esta seria provavelmente a definição de Natal mais utilizada pelas pessoas.

Mas a maioria sabe que esta definição não corresponde exactamente ao que lhes vai lá dentro. Pior! Sabe e não faz nada contra isso.

É muito triste, quase vergonhoso, dizê-lo, mas a verdade é que a chama que alimenta o espírito do Natal está cada vez mais ténue...

E, mais revoltante que isso, são cada vez menos os que resistem e lutam contra a deterioração do verdadeiro espírito Natalício.

A quadra passou a ter como principal objectivo incitar o consumo (que mesmo fora do Natal é exagerado) e, em alguns casos (e só em alguns!), fazer repensar as atitudes que temos nos restantes dias do ano.

Critica-se e apela-se ao fim das injustiças sociais, invejas e tudo aquilo que apregoamos ser “o mal da sociedade”. Mas afinal, quantos de nós se preocupam com esse tipo de questões pelo ano fora? E até no Natal, de que vale a preocupação se nos deixamos contaminar pela euforia fútil que se vive nesta altura?

Não será isto uma hipocrisia?

Pouco a pouco acaba-se com a tradição. E o ditado: “Natal é quando o Homem quiser”, das duas, uma: ou estava errado ou o Homem não o quer muitas vezes.

Carolina - 12ºD