Ano XI - Jornal N.º 21 - Dezembro de 2002

Edição ON LINE








Os Poetas

Olhar Faminto

    Tristes vidas, míseras essências,
    Rostos impregnados de dor!
    Corpos disformes, sugados,
    De saúde deveras privados,
    Alheios a qualquer sabor...
     
    Desprovidas existências, martírios chagados!
    Portadores de indesejável, repugnante condição:
    Malnutridos, oprimidos, carentes;
    Físicos débeis, mentes doentes;
    Sangue pobre, fraco coração!...
     
    Semente de destruição, fruto de morte!
    Qual guerra, qual mor chacina,
    Que dos fracos, inocentes, almas sofridas,
    Ceifa tantas dolorosas, parcas vidas?!
    É a FOME, essa abominável ávida de sinas!

Hugo (12ºD)