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Os Poetas
Olhar Faminto
Tristes vidas, míseras essências,
Rostos impregnados de dor!
Corpos disformes, sugados,
De saúde deveras privados,
Alheios a qualquer sabor...
Desprovidas existências,
martírios chagados!
Portadores de indesejável,
repugnante condição:
Malnutridos, oprimidos, carentes;
Físicos débeis,
mentes doentes;
Sangue pobre, fraco coração!...
Semente de destruição,
fruto de morte!
Qual guerra, qual mor chacina,
Que dos fracos, inocentes, almas sofridas,
Ceifa tantas dolorosas, parcas vidas?!
É a FOME, essa
abominável ávida de sinas!
Hugo (12ºD) |
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