Ano XI - Jornal N.º 21 - Dezembro de 2002

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Os Poetas

Pesadelo de Natal

        Sonho&ldots;
        Sonho com um mundo melhor,
        Com um mundo feito de amor,
        Sonho que é sempre Natal!
         
        Sonho&ldots;
        Sonho que os homens são livres,
        Que todos vivem como irmãos,
        Sonho que não há ódio nem guerras!
         
        De repente acordo&ldots;
         
        Acordo e o sonho tornou-se pesadelo:
        Explosões atordoam os meus sentidos,
        Gritos de sofrimento ecoam nos céus,
        Palavras revelam desejos de vingança,
        Olhares mostram falta de esperança&ldots;
         
        Finalmente o silêncio&ldots;
        O silêncio assustador do fim de tudo,
        O silêncio avassalador da morte&ldots;
         
        Porquê?
        Porquê tudo isto?
         
        Tantas perguntas&ldots;
        Nenhuma resposta&ldots;
         
        Procuro-te&ldots;
        Só tu me fazes esquecer a tristeza.
        Quero adormecer de novo
        No calor dos teus braços;
        Quero sair daqui,
        Voltar a sonhar&ldots;

Filipa Farinha (12ºC)