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Ano XI - Jornal N.º 21 - Dezembro de 2002 |
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Actualidades Mãe, quero uma bicicleta Segundo os padrões europeus, o que é um aluno Português com boas notas que na disciplina da sua língua materna consegue avaliações dentro da média, ou talvez um pouquinho acima (eu)? Não sabem? Então eu digo-vos: um BRONCO, um iguenoramte que não consegue juntar duas palavras com sentido, quanto mais redigir um artigo crítico. Eu sou sincero: estou farto de levar porrada desses estudos da UNICEF! Chega! Basta! Não é a deitar abaixo a moral dos alunos que se inverte a situação: em vez de nos cortarem na casaca digam o que é preciso melhorar, e digam-no de forma directa sem insinuações. E não me venham com aquela treta das questões culturais, essa mete-me uma raiva que nem vos passa pela cabeça! Custa tanto ouvir tal coisa de toda a gente... Eu como e calo para não gerar polémica, ou talvez para não pensar que possa ser verdade... Amigos, no mar fomos os primeiros! Enfim... Mas olhemos lá para fora: se nós Portugueses (no mar, os primeiros) estamos mal, então também há quem nem sequer esteja! É triste ainda ver neste início de milénio regimes totalitaristas e afins, como o de Saddam. Pobrezito! Deve ter nascido com um sexo diminuto e agora vive frustrado. Outro com partes diminutas (pelo menos o cérebro) é o nosso tio Bush da América. Eu gosto muito de dizer que os extremos se tocam, e estes então, Iraque e América, tocam-se: brincam com as Nações Unidas, têm armas de destruição maciça, têm a(s) pior(es) pessoa(s) da sua raça aos comandos, só olham para o umbigo deles (se bem que os desgraçados dos Iraquianos tenham vendas nos olhos), são religiosos ferrenhos... Concordaram comigo quando digo que Portugal está um pouco acima do meio termo da situação mundial. E ainda bem! E criaturas que usam a religião como arma de arremesso... Não deviam ter sequer o direito de pisar este nosso belo planeta! Enfim... É como diz o outro: Graças a Deus sou ateu. Hum... eu cá não sou de extremos, fico-me pelo laicismo. A religião só traz confusão para dentro da minha cabecinha, quando supostamente deveria ajudar-me a clarificar as ideias... Não nego a existência de algo superior, mas decerto não a vou afirmar. Estou quase como o outro: penso Deus mas não sei ao certo se não penso nada, mas esse nada inquieta-me como se fosse Deus. Uuu! Já estou todo arrepiado... Enfim... É engraçado: hoje à tarde (meados de Novembro) fizeram-me notar a presença (antecipada?) de enfeites de natal por tudo quanto era Proença-a-Nova. Eu por mim não teria dado por eles e sei lá há quanto tempo eles já lá estavam.... o capitalismo corrói tudo e todos! Esta celebração devia (e deve) servir de tempo de reflexão e de reconciliação para todos: religiosos ou não! Olhem no que é que se transformou... Ai é verdade, nem me lembrava que é quase Natal! Mãe quero uma bicicleta! Duarte Gonçalves (12ºD) |
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