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Ano XI - Jornal N.º 21 - Dezembro de 2002 |
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Actualidades Os Excessos da Juventude: O Álcool É com algum desapontamento que constatamos que cada vez mais a juventude de hoje em dia é levada a cometer vários excessos. Por simples curiosidade, por influência dos amigos ou pelo desejo de afirmação, o álcool ocupa o 1º lugar no pódio dos excessos. Para além de ser das mais baratas é das mais acessíveis, rápidas e eficazes formas de inserção num grupo. Qualquer jovem, a qualquer hora e em qualquer local, obtém com extrema facilidade e a um preço relativamente reduzido bebidas alcoólicas. Daí à dependência, mais ou menos acentuada, é um pequeno passo. Uma vez tomado o gosto, são muitos aqueles que já não dispensam o álcool num momento de convívio entre amigos e são também muitos os que não impõem limites a si próprios. É beber até aguentar!, ouvimos nós há dias, algures... Principalmente à noite, e, nos casos mais preocupantes, também frequentemente durante o dia, o álcool é visto como um óptimo desinibidor e uma forma muito fácil de ajudar a curtir o momento mais intensamente. Não é crime sair para tomar um copo com os amigos, mas torna-se uma situação preocupante quando a um copo se seguem muitos sistematicamente e daí advêm consequências graves: para além da possível dependência e dos cada vez menos raros coma alcoólicos há a grande problemática dos acidentes de viação que vitimam cada vez mais jovens e, eventualmente, pessoas que não têm culpa do que está a acontecer. Na nossa opinião, levanta-se ainda um problema a que nem muitos dão importância mas que de facto interessa: a reputação. Como é que uma pessoa que não tem controlo sobre si mesma pode querer ser considerada madura, responsável, determinada? Será mais benéfico seguir o exemplo de outros ou agir de acordo com a nossa consciência e criar a nossa personalidade, sem atender a comentários? Porque ao fim e ao cabo somos vistos e julgados pelo que somos e não pelo que fazemos inconscientemente, logo o álcool acaba por ter o efeito contrário ao pretendido: em vez de melhorar a imagem e servir como afirmação acaba por tornar-se degradante. Rui Alves - Carolina Cardoso (12ºD) |
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