Ano XII - Jornal N.º 23 - Janeiro de 2004

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Os Poetas

FERNANDO PESSOA

Fernando António Nogueira de Seabra Pessoa, nasceu na capital no ano de 1888. De caracter extremamente particular, era detentor de um psiquismo extravagante o que lhe criava algumas dificuldades de sociabilização e inserção na sociedade. Face a constantes dificuldades de amar e fazer novas amizades, Pessoa isolava-se não deixando que qualquer um penetrasse no “seu mundo”.

Apesar de não ter um diploma universitário, tendo apenas frequentado algumas aulas do primeiro ano do curso superior de letras, Pessoa destacava-se pela inteligência e sede de conhecimento, sendo alguém invulgar na sociedade em que se encontrava inserido. Porém aquando da sua iniciação como poeta, não mereceu a atenção devida talvez por não fazer parte nem partilhar da mesma opinião que as consideradas entidades célebres da época.

Esta sede de conhecimento e fascínio pelo transcendente, esteve então na base da criação de heterónimos, bem como, possivelmente uma complicada infância e a necessidade de criação de laços afectivos com outras pessoas.

Em 1914, após o decorrer de um dia por sinal igual a tantos outros, Pessoa escreve afincadamente sem interrupções dignas de registo, trinta e muitos poemas entre os quais, surge então a criação de personagens fictícias com nome próprio, data de nascimento, características físicas semelhantes a tantos outros homens e com traços psicológicos dignos de realce. É então que uma nova etapa cheia de sucessos e conquistas surge na vida de pessoa com o aparecimento de Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis.

Alberto Caeiro era um ser calmo e pacífico identificando-se em pleno com a natureza e o real. Álvaro de Campos era um homem “faminto” que se recusava a compactuar com o comodismo existente. Finalmente Ricardo Reis privilegiava a razão tendo com o mundo uma relação de pacividade e indiferença.

Ao criar estas personagens fictícias, Pessoa consciencializou-se de que estes seres existiam na realidade pelo que a determinada altura escreve numa carta dirigida a seu amigo Monteiro: “mesmo com o passar dos anos ainda os sinto, ainda os vejo e... tenho saudades deles.” É neste desdobrar de sentimentos que pessoa elabora a mensagem dividindo-a em três partes: Brasão, Mar Português e o Encoberto. Sendo sem dúvida uma obra de caris patriótico, faz com que a língua portuguesa atinja o seu auge sendo traduzida e estudada em muitos países com vista a um melhor entendimento desta magnífica obra.

Ao longo de todos os seus poemas, Pessoa aborta temas absolutamente magníficos, temas estes que infelizmente não merecem o mínimo de atenção por parte da actual sociedade. Face à tão grandiosa obra repleta de complexidade e perfeição poderia estar o resto da noite a escrever sobre o assunto que não conseguiria dizer tudo o que há para dizer acerca deste poeta emblemático que é Fernando Pessoa. Contudo termino este meu humilde comentário apelando à sociedade que lendo e estudando obras deste homem, encontrem ideias fulcrais com vista a lançar Portugal na ribalta e claro com vista a alcançar a felicidade.

Duarte Barata, 12º D