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Ano XII - Jornal N.º 23 - Janeiro de 2004 |
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Os Poetas FERNANDO PESSOA
Em 1914, após o decorrer de um dia por sinal igual a tantos outros, Pessoa escreve afincadamente sem interrupções dignas de registo, trinta e muitos poemas entre os quais, surge então a criação de personagens fictícias com nome próprio, data de nascimento, características físicas semelhantes a tantos outros homens e com traços psicológicos dignos de realce. É então que uma nova etapa cheia de sucessos e conquistas surge na vida de pessoa com o aparecimento de Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis. Alberto Caeiro era um ser calmo e pacífico identificando-se em pleno com a natureza e o real. Álvaro de Campos era um homem faminto que se recusava a compactuar com o comodismo existente. Finalmente Ricardo Reis privilegiava a razão tendo com o mundo uma relação de pacividade e indiferença. Ao criar estas personagens fictícias, Pessoa consciencializou-se de que estes seres existiam na realidade pelo que a determinada altura escreve numa carta dirigida a seu amigo Monteiro: mesmo com o passar dos anos ainda os sinto, ainda os vejo e... tenho saudades deles. É neste desdobrar de sentimentos que pessoa elabora a mensagem dividindo-a em três partes: Brasão, Mar Português e o Encoberto. Sendo sem dúvida uma obra de caris patriótico, faz com que a língua portuguesa atinja o seu auge sendo traduzida e estudada em muitos países com vista a um melhor entendimento desta magnífica obra. Ao longo de todos os seus poemas, Pessoa aborta temas absolutamente magníficos, temas estes que infelizmente não merecem o mínimo de atenção por parte da actual sociedade. Face à tão grandiosa obra repleta de complexidade e perfeição poderia estar o resto da noite a escrever sobre o assunto que não conseguiria dizer tudo o que há para dizer acerca deste poeta emblemático que é Fernando Pessoa. Contudo termino este meu humilde comentário apelando à sociedade que lendo e estudando obras deste homem, encontrem ideias fulcrais com vista a lançar Portugal na ribalta e claro com vista a alcançar a felicidade. Duarte Barata, 12º D |
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