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Ano XII - Jornal N.º 23 - Janeiro de 2004 |
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Outras Temas EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO
A educação
alimenta a economia. Há cerca de dois meses, o economista EUGÉNIO ROSA, professor do ISEG (Instituto Superior de Economia e Gestão), de Lisboa, apresentou um trabalho que abordava o tema Condições de trabalho e formação e qualificação profissional em Portugal. Neste estudo, os dados revelavam que Portugal tem apenas 52% de produtividade em comparação com os países mais desenvolvidos da União Europeia e que esta (a produtividade do trabalho) depende de um conjunto de condições nas quais se integram o nível de escolaridade e de qualificação dos trabalhadores. Na opinião de Eugénio ROSA, detecta-se claramente uma correlação entre os anos de escolaridade e a riqueza produzida, conforme se observa no quadro:
Como se vê, um empregado português com 22 anos de escolaridade, o equivalente a um grau académico de Doutor, produz, em média, 5,5 vezes mais riqueza que um outro com apenas quatro anos de escolaridade, enquanto um empregado com o 12.º ano consegue produzir 3 vezes mais. Assim, em valores estimados para 2003, enquanto um trabalhador com 4 quatro anos de escolaridade produziu 13,324 euros, o mesmo trabalhador produziria 39.974 euros de riqueza se tivesse o 12.º ano e 73.285, se fosse doutor. Parece assim muito claro que uma das causas do nosso atraso económico e falta de produtividade resulta da baixa escolaridade e da fraca qualificação da população empregada e as pessoas continuam a ser o elemento central do processo produtivo. E ainda há quem diga que na Escola não se aprende nada! Devemos todos reflectir, os professores e os alunos, os pais e os encarregados de educação, o poder central e as autarquias, as empresas e o Estado e, todos e cada um de nós, tirarmos as conclusões adequadas à acção. É aqui, e não na discussão política, que se joga o futuro de Portugal. Prof. António Manuel Silva - História |
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