Ano XII - Jornal N.º 23 - Janeiro de 2004

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O DIREITO À LIBERDADE

A liberdade é um tema que está cada vez mais em discussão pelo mundo fora, uma vez que há certas pessoas que confundem liberdade com violência, terrorismo e actos malignos, fazendo com que as pessoas se sintam, isso sim, presas e sem terem espaço de manobra para viver em segurança.

Vou falar de dois casos em particular: o ataque terrorista de 11 Setembro aos Estados Unidos da América (Wall Trade Center) e de um mais recente, a vaga de incêndios no verão passado, em Portugal.

No primeiro caso, o ataque terrorista aos Estados Unidos da América, na minha perspectiva, foi um acto de inveja e de vingança, pois os Estados Unidos são um país rico e com poder e a sua política internacional não tem sido muito pacífica. Osama Bin Laden terá dito que esse acto foi feito em favor da liberdade. Então eu pergunto: será que para haver liberdade é necessário matar milhares de pessoas inocentes? Eu penso que foi um acto de desespero, causando a morte a milhares de pessoas e provocando a instabilidade e o medo em muitas outras.

Os Estados Unidos retaliaram e, como é evidente, sobre várias pessoas, muitas delas também inocentes, o que mais uma vez é grave. E a escalada de violência aumenta e parece não ter fim: ataque à sede da Onu, no Iraque, com a morte de Vieira de Melo; o ataque ao quartel das tropas italianas em Nassíria, com a morte de civis e militares; os ataques a mesquitas na Turquia.

Relativamente aos fogos que fustigaram o nosso país no passado verão, muitos deles, para não dizer quase todos, resultaram de mão criminosa. Muitos dos criminosos foram apanhados e deveriam ser severamente castigados, pois provocaram quase duas dezenas de mortes e causaram um estado de calamidade e devastação da natureza e do património florestal. No entanto, a Justiça parece não funcionar contra estes malfeitores que não merecem a liberdade.

Com estes dois exemplos concluo que nos dias de hoje não se olham a meios para atingir os fins e que a palavra liberdade é muitas vezes utilizada como pretexto para muitas guerras e desavenças quando não o deveria ser. Assim, a liberdade não deveria fazer parte da vida de algumas pessoas (terroristas e incendiários) mas estes, por vezes, fazem uso dessa falsa liberdade para desgraçar a liberdade de outras pessoas inocentes.

Ricardo Pisco, 11º A